sexta-feira, 10 de junho de 2011

Grupo Gestor volta a se reunir nesta segunda

O Grupo Gestor que compõe o projeto “Gestão & Planejamento de Destinos Turísticos” do Instituto Marca Brasil (IMB) e do Ministério do Turismo (Mtur) em Ponta Grossa volta a se reunir nesta segunda-feira, dia 13 de junho. Será a partir das 14 horas na Lugano Eventos, o mais novo espaço para reuniões, localizado anexo a Churrascaria Lugano, do empresário e presidente da Agência de Desenvolvimento da Rota dos Tropeiros, Douglas Costa.
Neste encontro, o Grupo, formado por integrantes da iniciativa pública e privada, começa a realizar análise do Estudo de Competitividade realizado nos Destinos Indutores do Brasil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Mtur e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em Ponta Grossa este estudo foi realizado no início de 2010 através de pesquisas com empresários do setor e integrantes do poder público ligados a área, além de visitas in loco.
O Estudo que analisou 13 dimensões e 62 variáveis colocou Ponta Grossa acima da média do Brasil. O município teve um total geral de 60,1, enquanto a média do Brasil foi de 54,0. Mas apesar do bom resultado, ainda não é o ideal em se tratando de um Destino Indutor do Turismo, já que o nível é considerado regular (de 41 a 60 pontos).
São as 13 dimensões e 62 variáveis que serão colocadas na pauta do encontro desta segunda-feira. Todos os resultados de Ponta Grossa foram conhecidos pelo Grupo durante a realização do primeiro módulo de capacitação ‘Competitividade do Destino: Posicionamento e Formação do Grupo Gestor’ realizado nos dias 23 e 24 de maio na Universidade Estadual de Ponta Grossa e que contou com a presença da consultora do IMB, Sabrina Dias.
O próximo módulo a ser realizado pelo destino será o de Planejamento e Gestão. Este já está agendado para ocorrer nos dias 1º e 2 de agosto na sede da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa. No total são cinco os módulos para a implantação de um Sistema de Gestão de Destinos Turísticos (SG). Os demais são Empreendedorismo e Gestão de Projetos, Inteligência Competitiva e Formação de Indicadores e Liderança Articuladora no Planejamento Turístico.
Resultados
Entre as dimensões avaliadas pela FGV a que rendeu melhor resultado ao município foram os “Aspectos Ambientais”. Nesta dimensão o índice alcançado foi de 76,7, maior tanto em relação a média Brasil, 61,8, quanto a média do grupo de capitais avaliadas, 67,0. Para chegar a este número foram analisadas a estrutura e legislação municipal de meio ambiente, as atividades em curso potencialmente poluidoras, a rede pública de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto, a coleta e destinação pública de resíduos e as unidades de conservação no território municipal.
Conforme a justificativa apontada no Estudo, “a nota foi composta, entre outros quesitos, pela existência de uma secretaria municipal com atribuição de coordenar ou incentivar a preservação do meio ambiente – ainda que não exclusiva do meio ambiente”. A presença de Unidades de Conservação com atividade turística monitorada ajudou a elevar o índice.
Ainda conforme o Estudo, como pontos negativos são apontados, “a não existência de um Código Ambiental Municipal e de uma estação de tratamento de água para reutilização, a não realização de campanhas periódicas de educação sobre destinação do lixo e uso racional da água”. Vale ressaltar que o Código Ambiental Municipal, anunciado em setembro de 2010 pela Prefeitura, deve ser votado pela Câmara nos próximos meses.
Já a dimensão que rendeu o pior resultado a Ponta Grossa foi a que avaliou os “Aspectos Culturais”. O índice ficou em 40,9. A média Brasil neste quesito foi de 54,6 e das capitais estudadas, 63. Nesta dimensão foram avaliados a produção cultural associada ao turismo, o patrimônio histórico e cultural além da estrutura municipal para apoio à cultura.
Conforme o Estudo, “projetaram a nota para baixo a inexistência de tradições culturais evidentes e de atividade artesanal típica. Além disso, não há patrimônio imaterial registrado, patrimônio artístico tombado, sítio arqueológico tombado ou registrado e o destino não possui projeto de implementação de turismo cultural”.

Resultados de Ponta Grossa nas 13 dimensões

1. Infra-estrutura Geral: 58,4
2. Acesso: 68,6
3. Serviços e Equipamentos Turísticos: 55,6
4. Atrativos Turísticos: 71,4
5. Marketing e Promoção do Destino: 46,0
6. Políticas Públicas: 51,4
7. Cooperação Regional: 60,8
8. Monitoramento: 45,7
9. Economia Local: 70,6
10. Capacidade Empresarial: 67,6
11. Aspectos Sociais: 60.3
12. Aspectos Ambientais: 76,7
13. Aspectos Culturais: 40,9

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